Entrevista

Published on outubro 14th, 2013 | by Leandro Garcia

Entrevista com Jessica Pinheiro “Jejé” do Girls of War

Gamers bom dia,

Estamos de volta seguindo nossa série de entrevistas, desta vez trazemos Jessica Pinheiro conhecida por todos como “Jejé”. Para quem não á conhece, Jejé trabalha com criação de conteúdo web desde 2007. Como editora e/ou redatora, ela atuou nos seguintes sites / portais: Parasite Eve BrasilF.Y.F.R.E.,C.T.-S.T.A.R.S.Fission MailedSuper Controle e Bonus Stage. Fundou e foi a CEO da extinta Rádio Gamer Station e também ex-DJ na Rádio BLAST!; exerceu ainda atividades como: cobertura de eventos, edição de áudio e vídeo e, divulgação e estratégias de marketing para mídias sociais. Recentemente, ela foi convidada para ser jurada no evento Game Music Brasil, apresentado durante a Videogames Live 2012. Atualmente escreve para o para o Girls of War.

Depois desta vasta apresentação vamos para entrevista onde abordamos vários temas como seus antigos trabalhos já citados acima, meninas e games, BGS, atual e futuras gerações de consoles, etc. Portanto sem mais delongas, acompanhem tudo abaixo.

1 – ReportGamer: Jejé você trabalhou como redatora ou editora em sites como Parasite Eve Brasil, F.Y.F.R.E., C.T. –S.T.A.R.S., Fission Mailed e Supercontrole. Como foi sua experiência de trabalho e dia a dia com estes sites?

Resposta:  Foi uma experiência muito boa, eu era novata quando comecei nestes sites e só tive a ganhar, tanto profissional como pessoalmente. Aprendi muito com as pessoas com quem trabalhei nestes sites. Todo dia existia planejamento para novos conteúdos para o público, e além de tudo, eu produzia conteúdo porque era divertido. Nada foi remunerado, e ainda assim o quê eu aprendi não está escrito na história!

2 – RG: Além da questão de redatora e editora você também tem um envolvimento especial com músicas, conte-nos com foi fundar a extinta Radio Gamer Station e de DJ dá ótima Radio Blast?

R: Música é um aspecto constante na minha vida, em especial músicas de games. Em todos os veículos com os quais trabalhei sempre dei um jeito de encaixar video game music de alguma forma. A fundação da Gamer Station foi um voo muito alto que tive, uma realização muito importante na minha vida. Mas sabe como dizem né, quanto mais próximo do sol você se aproxima, mais tende a se queimar… E não foi diferente. Infelizmente o projeto não deu certo por ‘n’ fatores. Mas a experiência ficou e contou muito para os futuros projetos que toquei. Já a Rádio BLAST! foi um caso mais específico… Foi uma parceria com o Super Controle Podcast na época, e como a grade precisava ser urgentemente preenchida na época, eu apresentava pelo menos dois programas por semana, com 2h cada. A parceria deu super certo, mas aconteceram imprevistos e eu precisei sair de ambos os projetos (o podcast e a rádio).

3 – RG: Atualmente você escreve para o Girls of War, como é a receptividade do público em um site onde apenas garotas escrevem sobre games?

R: Eu sou a mais nova das garotas, portanto, entrei quando o público alvo e os leitores já tinham sua base estabelecida. A receptividade quando eu entrei foi muito boa, e acho que tenho algumas pessoas que gostam dos meus posts, rs. O Girls of War é um veículo poderoso no jornalismo, e eu tenho muito orgulho de fazer parte da equipe. 

4 – RG: Voltando a questão das músicas além de escrever para o GoW, você teve recentemente uma coluna de Game Music no Bonus Stage, fale um pouco deste trabalho para nós?

R: Era bem simples, na verdade, falo basicamente do conceito por trás da game music, e minha intenção também é mostrar novas faces do gênero para o público, expandir um pouco a visão das pessoas em relação à “musiquinhas de joguinhos”, e tentar tirar o máximo possível esse pré-conceito existente que, infelizmente ainda existe aos montes.

5 – RG: Sabemos que por maior que seja o crescimento das mulheres no mercado de games, estas ainda são um número pequeno comparado ao sexo oposto. Quando você vai jogar online, por exemplo, sente algum preconceito por ser mulher?

R: Não, e na verdade eu não ligo. Eu jogo para me divertir, e não pra provar que mulheres também jogam. Antes de eu ser mulher, eu sou um ser humano, eu tenho minha rotina e minhas responsabilidades, e uso o videogame não só como trabalho como também para o lazer e principalmente para relaxar. Quase sempre, o meu nick no mundo online é “jejepinheiro” e muitos acham que sou homem, então por isso não sou muito incomodada.

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6 – RG: Muitos jovens sonham em trabalhar com “jornalismo de games”, você que já tem experiência em vários sites, que dica pode dar para estes que sonham com esta profissão?

R: Joguem bastante, leiam o necessário e abstraiam sempre o lado bom de tudo. Se mantenham atualizados, conversem com todos (até quem não joga videogame) e pratiquem bastante a escrita. Minha dica é: abram um blog pessoal e apliquem seus textos lá, para treiná-los. Fazer parte de equipes e/ou fundar sites especializados sempre é uma boa experiência, mas não vão de cabeça nisso achando que vão lucrar horrores com reviews e/ou fazendo vídeos pois a indústria de nicho pode até estar bombando em cima disso agora, mas sempre existe a constante mudança e o jornalismo envolve camadas mais densas. Mesmo que diploma já não seja obrigatório, ser ético e profissional nessa jornada faz toda diferença. 

7 – RG: Houve um “boom” no YouTube de canais nacionais voltados para gameplays e games em geral. Você assisti conteúdo nacional gamer no YouTube? Tem algum canal preferido?

R: Justamente o que comentei acima, hahaha. Eu não assisto gameplays no YouTube… Acho a maioria massante e o que me atrai é sempre o diferente, o novo! De conteúdo nacional no YouTube eu assisto muito pouco, minhas assinaturas geralmente são de canais de comédia diversa, culinária e covers de game music, rs. Fora do YouTube, porém, assisto transmissões do Twitch.TV de amigos e conhecidos, programas temáticos como o ResidenTV do site Resident Evil Database, e campeonatos/eliminatórias de “joguinhos de lutinhas”. Este último inclusive sempre rende boas reuniões e torcidas repletas de vibrações. É sempre muito gostoso, parece até Copa do Mundo!

8 – RG: Recentemente fizemos um podcast com amigos discutindo se valia a pena ou não investir na geração que está por terminar e chegamos à conclusão que sim, em sua opinião ainda vale este investimento?

R: Agora mais do que nunca. Toda a atenção esta voltada para a nova geração, mas poucos reconhecem que até se ajustarem devidamente e aplicarem bem o que precisa ser vendido ou não, ainda leva algum tempo. Foi assim com as gerações passadas. E a geração atual possui incontáveis jogos na biblioteca que são essenciais… Agora é a hora de adquirir um console caso ainda não o tenha e aproveitar esses jogos. 

9 – RG: Na geração atual de console acha que houve um vencedor ou todos os consoles se equivalem de alguma maneira?

R: Todos equivalem de alguma maneira, para cada pessoa existe o seu console ideal, um que preencha suas necessidades e assim por diante. 

10 – RG: O que espera da Next Gen em relação a jogos e consoles?

R: Diversão, interação online, diversidade em aplicativos e um media center que atenda às minhas necessidades fora do leque de jogos. Confesso que minhas esperanças para uma inovação no mercado residiam no Xbox One, mas essa esperança morreu quando tudo apresentado foi desfeito…

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11 – RG: O mercado brasileiro de games está aquecido e nunca recebemos tantas localizações e atenção das desenvolvedoras, qual sua opinião sobre o mercado nacional de games atualmente?

R: Já era hora. O Brasil sempre foi um país caloroso para com as coisas que ama, e videogame não foge desse aspecto. Enfim as produtoras perceberam isso e resolveram investir sem medo, e a tendência obviamente é só crescer. 

12 – RG: Estamos praticamente a três semanas da realização da BGS 2013 e gostaria de saber qual sua opinião o evento?

R: É um evento muito importante para o Brasil, estou ansiosa para o evento, e lá terei oportunidade de testar o PlayStation 4, e até mesmo saber, quem sabe, o preço dele aqui em terras tupiniquins. Acho que grande parte da expectativas do público mora aí, rs. 

13 – RG: Para encerrar deixe uma mensagem para galera do site!

R: “Tianças”, busquem conhecimento, e acima de tudo, se divirtam… Videogame é pra isso, mais do que tudo! Obrigada pela entrevista, sucesso nessa empreitada e vamo que vamo! 

Você que gostou da entrevista e quer falara com a Jejé pode segui-la em seu twitter, além disso deixem seus comentários e críticas aí embaixo para melhorarmos mais e mais em futuros posts e entrevistas.

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Redação: Leandro Garcia / Revisão: Bianca Velloso

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Um gamer clássico que adora postar notícias e comentar com seu mundinho gamístico com todos!!!



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