Entrevista

Published on maio 23rd, 2014 | by Leandro Garcia

Entrevista com Douglas Pereira (Dougão) da Revista Oficial do PlayStation

Gamers bom dia,

Entrevistas dois dias seguidos aqui no ReportGamer, depois da ótima entrevista nos fornecida ontem pelo Felipe Castanhari do Canal Nostalgia, hoje que está conosco Douglas Pereira, carinhosamente conhecido como “Dougão” ele que já foi redator do Arena, e hoje além do de participar do podcast Games on The Rocks lá mesmo do IG, escreve para Revista Oficial do PlayStation aqui do Brasil, então vamos lá sem enrolação ao nosso bate papo.

1 – ReportGamer: Quando você era aquele jovem infante, qual console marcou mais sua infância?

Resposta: Acho que sempre foram os consoles que não tive. Eu comecei com um Master System, mas queria um Super Nintendo. Quando ganhei um SNES, apareceu uma locadora perto de casa com um Nintendo 64 e eu ia lá todo santo dia até conseguir um, alguns anos depois. Então dá para dizer que foram o Super Nintendo e o Nintendo 64, enquanto o PlayStation eu estudava um pouco mais de longe.

2 – RG: Como surgiu a ideia de trabalhar com games?

R.: Eu sempre quis trabalhar com videogames, não importava muito o que fosse. Podia ser uma loja de videogames, ou fazer jogos, ou escrever sobre eles. A indústria de jogos daqui não tinha a menor estrutura para o tipo de jogo que eu queria fazer e nunca fui muito sonhador sobre ir morar lá fora e tal. Aí eu percebi que lia revistas de games com uma frequência nada saudável e que meu português não era tão ruim, então comecei a tentar, mandando textos feitos na hora para o Fabio Santana, que era editor de uma revista na Editora Futuro e tinha sido o cara por trás da Gamers, minha revista favorita. O resto foi acontecendo. Olhando agora, falar sobre games é a única coisa que sei fazer, portanto… que bom que deu certo!

3 – RG: Você trabalhou anteriormente no Arena, conte-nos um pouco desta experiência?

R.: É um ritmo diferente, foi a única vez que trabalhei escrevendo pra internet até agora. Na época a gente ainda tinha que focar bastante em hardnews, e isso era bem chato, mas a liberdade de poder fazer matérias grandes sem limite de caracteres, além dos manos incríveis com quem eu convivia, faziam valer a pena. E, porra, ir para a E3 foi muito bom.

6189_w3004 – RG:  Atualmente você escreve na revista oficial do PlayStation no Brasil, como é o dia a dia da redação e seleção das matérias a serem publicadas?

R.: Uma vantagem é podermos usar as matérias que estão para sair na revista oficial britânica, a maior entre as oficiais, que consegue umas coisas exclusivas bem legais. Mas a maioria das matérias é feita aqui mesmo. Geralmente colocamos o motivo de alguma viagem que fizemos na capa, ou então o jogo mais esperado do mês, mas tudo acaba mudando uma semana antes do fechamento. Dá para dividir o mês entre duas semanas bem tranquilas e outras duas bem tensas, não importa o número de jogos.

5 – RG: Como foi sua experiência no Japão para cobertura do lançamento de Metal Gear Solid V: Ground Zeroes?

R.: Não vou dizer que foi perfeito no geral, porque só tive um dia livre, e acho que preciso de um ano livre para ver tudo que gostaria no Japão! Mas profissionalmente, foi incrível. Conhecer um estúdio grande e mundialmente aclamado te faz pensar em muita coisa, desde os valores gastos nisso até o respeito que você deve ter o…. digamos, ‘respeito’ ao analisar um jogo. Falar com o Kojima! Ainda não temos tantas oportunidades de conhecer estúdios grandes aqui no Brasil, por isso, apesar de nunca gostar muito do que escrevo, sinto bastante orgulho de ter feito esse trampo.

6 – RG:  Você participa do Games on The Rocks um dos melhores podcasts de games no Brasil, como é ambiente de gravação e o que acha da mídia podcast para quem gosta de games?

R.: O ambiente é o melhor possível, muitas vezes o dia está chato, afinal é uma segunda-feira, mas aí vem o podcast e deixa tudo mais leve. Creio que todo mundo ali sente isso. Às vezes é quase uma terapia, sem falar que eu adoro conversar sobre videogames e tenho uma desculpa para fazer isso por duas horas.

Podcast é o jeito mais franco de falar com o público, especialmente sobre videogames. Não escuto muitos podcasts, para ser sincero, porém adoro que eles estejam ficando mais populares aqui no Brasil e estamos gostando do nosso jeito, com nossas preferências, mas o número de gente que torce o nariz para podcast diminuiu muito. I love it! Ouçam mais podcasts. Além de ser uma mídia que permite muita criatividade, você incentiva os sites a criarem conteúdo diferenciado, bem além das notícias enlatadas de sempre.

7 – RG: Falando em podcasts, previsão da volta do Dougão Cast?

R.: LOL. O PlayStation Cast está voltando devagar, do jeito dele. Fizemos um episódio de retorno, bem improvisado, no começo de maio, mas não tá semanal nem nada. Estamos estudando outros projetos também, que envolvam um pouco menos de esforço da nossa parte haha.

10151191_623093561099049_1987730756_n8 – RG: Com a localização dos jogos no Brasil e lançamento oficial dos consoles, como você vê o atual momento do mercado brasileiro de games?

R.: É muito doido pensar que, há uns cinco anos, isso praticamente não existia. Me lembro de ter ido em um dos primeiros preview events de jogo de console aqui, e foi de Crackdown, já para o Xbox 360, quando a Microsoft decidiu investir por aqui. Hoje legendas são quase obrigatórias nos jogos grandes e até as dublagens estão ficando melhores, por isso eu acho que, na parte de software, estamos indo muito bem, até. Nos consoles, a gente sabe onde está o problema, impostos e burocracias zoam todo o negócio mas acho que, por exemplo, o fato de termos o Xbox One lançado aqui entre os primeiros territórios do mundo mostra o potencial do nosso mercado. Seja no mercado oficial ou cinza a galera está comprando consoles e jogos originais cada vez mais, e isso era só coisa de playboy há uma década.

9 – RG: Sobre a geração que chegou com o PlayStation 4 e Xbox One, o que você achou destes consoles? Adquiriu algum deles?

R.: Consegui um PlayStation 4 na semana de lançamento e por enquanto é o que preciso. Certeza que vou adquirir um Xbox One algum dia, mas no momento não tenho motivos para isso. Gosto que estejam vendendo muito bem, em um ritmo maior que o de seus predecessores na mesma época, para espantar aquelas conversas de que o futuro dos jogos está nos celulares ou só no PC. Precisamos de consoles! Só gostaria que a interface de ambos os novatos fosse melhor do que está agora. De um lado, um menu muito funcional que não tem nem opção de pausar download. Do outro, uma dashboard que promete fazer tudo, só não faz sentido.

10 – RG: O Wii U não atingiu as metas de vendas estipuladas pela Nintendo, em sua opinião, o que a empresa japonesa poderia fazer para reverter este quadro?

R.: Não sou daqueles que acham que a Nintendo deve jogar o Wii U fora e já apresentar outro console no mês que vem. A Nintendo só tem que entender que a gente compra um console da Nintendo para jogar jogos da Nintendo, só que isso não pode ser resumido a Mario e Zelda. Estou cagando se Watch Dogs vai sair para Wii U, jamais jogaria nele de qualquer jeito. Só que ainda assim precisam de jogos que atendam aquilo que os jogadores querem. Todo jogo diferente da Nintendo, como F-Zero, Star Fox, Earthbound e outros, que poderiam muito bem serem feitos em conjunto com estúdios externos, são ignorados totalmente. Por que vou confiar nessa empresa, então? Essa é minha versão atual do meu problema com a Nintendo, toda semana encontro um motivo novo para implicar com ela.

11 – RG: O Steam e a Origin popularizaram ainda mais o mercado de PCs, você acha que algum dia este mercado poderia sobrepujar de alguma forma o mercado de consoles de mesa?

R.: Enquanto você tiver que atualizar seus drivers de vídeo, existir a Blue Screen of Death e as configurações necessárias forem tão discrepantes entre os jogos de PC, não, isso não vai acontecer. E talvez nem deva. A ideia de que o PC é o mercado mais fresco que precisa de mais dedicação é ideal e correta. Qualquer um que gasta 600 dólares em uma placa de vídeo precisa sentir que seu jogo é ‘separado’ dos plebeus do console.

b240c1fm1gxw9qj5wr111z2ub12 – RG: Sobre a E3, qual é a sua expectativa para o evento?

R.: A E3 é um evento de promessas. Sempre tive isso na cabeça e nunca vou com tanta expectativa para o que vai ter no showfloor, e sim para as surpresas nos anúncios durante a semana. E acho que esse será um ótimo ano de promessas. É meio chato ver um show que só mostra jogos que serão lançados no fim de 2015? Sim, mas início de geração é assim mesmo. Estou empolgado!

13 – RG: Agora sobre a BGS, o que você achou das novidades do último evento? E o que espera para este ano?

R.: A BGS do ano passado foi boa porque dava para se locomover pelo lugar! Isso já foi um grande avanço. Mas sinceramente, a de 2012 foi mais divertida e havia mais coisa acontecendo nos estandes. Em 2013 a Microsoft tinha pouquíssimas unidades do One, o League of Legends estava devidamente separado, porém muito distante e havia poucos jogos que não seriam lançados no mês seguinte. Este ano o espaço é ainda maior, por isso espero que possam se concentrar com mais tranquilidade no conteúdo.

14 – RG: Você é um cara muito ligado na cultura japonesa assim como nós, seja em games, músicas, animes etc. De onde veio esta influência?

R.: Não sei ao certo. Tenho a teoria de que a cultura japonesa simplesmente ‘clica’ em algumas pessoas e outras não. Só sei que desde bem pequeno eu sempre achava que as garotinhas japinhas eram as mais bonitinhas e que aqueles símbolos estranhos eram a coisa mais legal do mundo. Aí apareceu a Rede Manchete com tokusatsus e Cavaleiros do Zodíaco, e tudo aquilo era tão oposto às coisas que já me cansavam na TV, que nunca mais consegui largar lol.

15 – RG: Falando mais um pouco sobre música, sei que você é muito fã do The Gazette e inclusive fomos ao mesmo show ano passado em SP, quais suas bandas preferidas de músicas asiáticas?

R.: É a minha banda favorita, sou quase uma fangirl adolescente quando se trata de The Gazette. Meu negócio é rock e eu curto bastante visual kei, acho o máximo o vk basicamente contra toda a cagação de regra do rock ocidental atual. Curto Onmyo-za, Alice Nine, Gackt, Nightmare, Luna Sea… E outras que não são visual kei, como Abingdon boys school, Maximum the Hormone ou Girugamesh. Tem que ser empolgante, japoneses sabem fazer isso muito bem. Ah, e K-pop! Ultimamente ando ouvindo muito o álbum novo do 2NE1, é sensacional!

testsuya16 – RG: Compartilhamos o gosto por um anime/manga muito f… que é Kurobasu, além deste o que você tem assistido e lido atualmente?

R.: Kuroko é especial. Tanto que estou evitando ler o mangá, agora que a temporada do anime acabou, só para ficar na expectativa. Terminei de ler o clássico Hokuto no Ken esses dias, agora preciso tirar o atraso de mangás da banca. Tem uma coleção inteira de Mirai Nikki e 20th Century Boys pela frente!

17 – RG: Deixe um recado para os leitores aqui do ReportGamer!

R.: Comprem um Revista PlayStation de vez em quando! Ok, falando sério, um salve aí para os leitores do ReportGamer e toda a equipe. Continuem falando sobre games e não deixem de se divertir com isso!

Se você gostou da entrevista não deixe de comentar aí embaixo, para falar com Dougão você pode contactá-lo pelo seu twitter no @DouglasNerd e é claro acompanhar seu trabalho na Revista Oficial do PlayStation aqui do Brasil.

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Um gamer clássico que adora postar notícias e comentar com seu mundinho gamístico com todos!!!



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