Entrevista

Published on junho 23rd, 2014 | by Leandro Garcia

Entrevista com Monique Alves do Resident Evil Database

Chegamos a mais uma entrevista aqui no ReportGamer, desta vez trazemos Monique Alves uma das maiores autoridades no Brasil quando se trata de Residente Evil além de fundadora e administradora do Resident Evil Database. Na entrevista vamos desde a fundação lá no início de seu fansite sobre a franquia da Capcom passando pela mudança do game para ação e o futuro da série, então sem mais delongas vamos a entrevista.

1 – ReportGamer: Monique como surgiu seu amor a série Resident Evil?

Resposta: Foi à primeira vista, em 1997, quando meu irmão, oito anos mais velho, comprou um PSX e, pouco depois, o primeiro Resident Evil. Na hora em que vi a abertura live-action, já gamei! Sempre gostei muito de filmes de terror, desses filmes B, trashzões mesmo, e a abertura já me conquistou! Depois, fui assistindo meu irmão jogar todos os dias, porque eu mesma tinha medo de jogar! *risos* Depois que ele terminou da primeira vez, aí eu criei coragem e fui jogar, e não parei mais!

2 – RG: Lá em 2000 você inaugurou o fansite Face Your Fear of Resident Evil, como começou seu trabalho com a franquia da Capcom?

R: Minha ideia na época era criar uma espécie de fã-clube de Resident Evil. Eu sempre quis conhecer outras pessoas que nutrissem a mesma paixão que eu pelo jogo, então parti desta ideia. Só que depois o projeto cresceu para algo maior e acabou se tornando um portal sobre a série, com um Forum muito movimentado! Infelizmente, por problemas pessoais, o site acabou em 2009.

3 – RG: O RE Database surgiu do seu antigo fansite mais o CT-STARS, como aconteceu este processo?

R: O Database surgiu de uma “necessidade” de falar de Resident Evil. Depois que o FYFRE acabou, eu sentia falta de falar da série, então comecei a escrever artigos para mim, nas horas vagas. Disto, tivemos a ideia de criar o site, pouco depois que o CT-STARS também havia acabado. Resolvemos aplicar toda a experiência anterior com sites que já tínhamos para criar algo mais voltado para um público mais maduro e mais “apaixonado”.

10314655_10152095001022124_873243332153057569_n4 – RG: Em 2010 temos o RE Database no ar, além de responsável pelo material de RE quais outras funções você exerce?

R: Agora, exerço todas as funções, até de faxineira! *risos* Hoje eu coordeno o site toda sozinha, mas, apesar do trabalhão, eu adoro! Todo o material em texto que está lá foi criado ou traduzido/adaptado por mim, porque sempre gostei muito de escrever.

5 – RG: Eu gosto muito de um projeto do seu site que é o ResidenTV, conte-nos um pouco mais sobre ele?

R: O ResidenTV é a evolução do podcast. No FYFRE, nós tínhamos um podcast muito bacana, que foi um dos primeiros podcasts de games do Brasil, algo do qual me orgulho muito! Como o REDb surgiu numa época em que este tipo de trabalho já estava bem propagado, decidimos fazer algo diferente e pensamos em um programa em vídeo, tirando dúvidas da galera e debatendo temas. Deu super certo e é muito divertido de fazer!

6 – RG: A Capcom dá algum apoio a vocês do Database?

R: Eles nos dão o apoio moral, divulgando nossos materiais, entrevistas exclusivas, já fizemos também algumas parcerias bem legais com eles.

7 – RG: Agora falemos um pouco da série, o que você acha das duas vertentes de fãs de Resident Evil os que preferem os jogos clássicos e os que preferem os jogos mais focados na ação?

R: Acho super normal, vemos isto em todos os tipos de mídias: os que gostam do lado clássico ou moderno de bandas, os que gostam de filmes originais e os que gostam dos seus remakes… Resident Evil já tem 18 anos, então é normal essa divisão, nem todo mundo começou nos primeiros jogos. Tem muito fã que nem era nascido ainda em 1996, quando saiu o RE1! É incrível como uma série consegue cativar fãs até hoje, 18 anos depois!

10441918_10152118274822124_5288545567131979048_n8 – RG: Qual impacto para série que você acha que teve a saída de Shinji Mikami?

R: Sendo muito sincera, infelizmente a saída do Mikami prejudicou o que a trama poderia “ter sido”. Não que eu não goste de trama atual, pelo contrário, acho bem bacana, mas nunca saberemos quais eram os planos dele para os personagens, se Wesker teria morrido, se dependesse dele, esse tipo de coisa. Além do mais, apesar de ele ter sido responsável pela mudança de estilo da série, com o RE4, que foi um divisor de águas, acredito que hoje ele seria muito capaz de trazer este survival horror do qual sentimos tanta falta hoje. Vide os trailers de The Evil Within.

9 – RG: Resident Evil 5 (meu prefeido junto ao Code Veronica) teve um impacto muito negativo a alguns fãs por ser mais focado em ação, você acha ruim o caminho que a série tomou?

R: Não diria que é ruim, apenas diferente do esperado. Mas sendo bem poética agora, acho que a vida é assim, e segue rumos que, se formos parar para pensar depois, nunca imaginávamos que tomariam! A arte imita a vida, então… Com Resident Evil, não seria diferente! *risos*

10 – RG: E sobre Resident Evil 6, juntaram Chris e Leon num mesmo game e este sofreu muitas críticas não só da imprensa especializada como da maioria dos fãs, qual sua visão do jogo?

R: Eu gosto bastante de Resident Evil 6. À primeira vista, estranhei, pois sou uma pessoa complicada com mudanças drásticas. Mas depois o jogo me cativou absurdamente! Acho que o que assusta os fãs são as novas possibilidades que RE6 trouxe: ao mesmo tempo que queremos mudanças, nós as tememos também. Um exemplo é Jake e Sherry: a Capcom os declarou como os “herdeiros de Resident Evil”, mas a galera está tão apegada ainda a personagens antigos que não abre a mente para os novos (no caso do Jake; a Sherry é nova no fato de hoje ser “jogável”), e nem para as novas tramas. Isto coloca os próprios roteiristas em uma posição complicada, e foi o que aconteceu com RE6: tentou agradar a todos, e isto é simplesmente impossível.

11 – RG: É incrível a longevidade de Resident Evil 4, o jogo foi da simplória versão do Zeebo ao Ultra HD recém lançado de PC. O que este jogo tem que ele não para de ser lançado nunca?

R: Acho que ele influenciou uma gama de jogos, vende como água até hoje e tem uma trama cheia de personagens carismáticos e envolventes. RE4 tem a receita do sucesso: tiroteio, tensão e trama. Mas não é o meu favorito! *risos*

1982320_10151935605132124_1960501391_n12 – RG: Você esperava algum anúncio de um novo Resident Evil na E3 que aconteceu agora em junho?

R: Depois de tantos rumores, esperava, sim. Na verdade, espero todo ano, toda feira, SEMPRE! Não concordo quando dizem que a série precisa “descansar”, isto faz os fãs “debandarem” e prejudica a fama da franquia e, consequentemente, suas vendas.

13 – RG: Em sua opinião qual o futuro da série? Tem algo que possa nos adiantar de um novo game que esteja em produção?

R: Infelizmente, eu não tenho informações privilegiadas e sofro absurdamente com isto! *risos* Acredito que haja, sim, um novo Resident Evil sendo produzido, porque não é possível que a Capcom simplesmente deixe de lado a sua franquia mais rentável. Além do mais, em Outubro deste ano, fará 2 anos do lançamento de RE6, então já está mais do que na hora de anunciarem algo, sendo RE7 ou um spin-off.

14 – RG: Deixe seu recado para a galera do ReportGamer!

R: Muito obrigada pelo convite para esta entrevista! Falar de Resident Evil é sempre um prazer e eu agradeço pelo espaço que me foi cedido! Vocês são ótimos! Desejo ao ReportGamer vida longa e próspera, e que ainda possam cobrir muitos lançamentos de Resident Evils futuros! ^_~ Beijos!

Espero que tenham gostado da entrevista, se gostaram não deixem de comentar aí embaixo. Para fazer contato com a Monique fale com ela através do twitter do Database no @residentevildb.

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Um gamer clássico que adora postar notícias e comentar com seu mundinho gamístico com todos!!!



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