Entrevista

Published on junho 2nd, 2014 | by Leandro Garcia

Entrevista com Vivi Werneck do Girls of War

Hoje temos uma entrevista de “garbo e elegância” aqui no ReportGamer, trata-se nada mais nada menos do que Vivi Werneck do Girls of War. Com experiência jornalística em vários veículos voltado para o mercado gamer aqui no Brasil, nosso papo deu um apanhado geral na sua carreira e no nosso mercado de games então confiram abaixo:

1 – ReportGamer: Quando você era aquela jovem infante, qual console marcou mais sua infância?

Resposta: Este é aquele momento delicado em que denuncio a minha idade. Bom, o meu primeiro videogame foi um Atari 2600. Naquela época, eu tinha que disputar a televisão com as novelas da minha mãe, rs. Mas o console que mais me marcou até hoje foi o meu Mega Drive (que vinha com a fita do Sonic 2). Bons tempos… 

2 – RG: Como surgiu a ideia de trabalhar com games?

R.: Boa pergunta, rs. Comecei a escrever sobre games criando detonados para postar em fóruns. Foi numa época pré-cambriana, digo, pré-faculdade em que eu tinha muito tempo livre. Algum tempo depois comecei a escrever análises dos games que jogava, mas não sabia muito bem o que fazer com eles, a princípio. Foi aí que enviei uma análise da versão para PC de Devil May Cry 4 para a extinta EGM. Minha alegria foi saber que o pessoal gostou muito e acabaram publicando numa editoria reservada para os leitores. A partir daí comecei a escrever mais e mais, encontrei as meninas do Girls of War e passei a escrever para outras revistas e sites também.

3 – RG: Você já escreveu para EGW, Nintendo World, Old Gamer, PlayStation Brasil entre outras, conte-nos um pouco desta sua experiência?

R.: Nessa lista você pode acrescentar a EDGE também. Adorava a abordagem mais séria da revista, uma pena que acabou. Ter começado a escrever para o Girls of War foi essencial para essa minha “segunda vida” como jornalista de games. Digo isso porque, atualmente, atuo em outra área (mas também ligada à comunicação) e trabalho com games como freelancer.

Mas como dizia, o blog me abriu portas preciosas tanto na indústria de games nacional como nos veículos de comunicação especializados. Não tem fórmula mágica nesse caso. O negócio é você “estar na vitrine”, ou seja, começar a mostrar o seu trabalho e correr atrás das suas oportunidades. Já ouvi muito não na minha vida, mas mesmo assim não desistia até conseguir um sim. Foi aí que comecei a fazer contatos legais que me deram a oportunidade de publicar o meu trabalho.

vivi-werneck-44 – RG:  Atualmente você escreve no Girls of War e também no Portal Pop como freelancer, como é seu dia a dia para seleção de posts e matérias a serem publicadas?

R.: Já não escrevo mais para o Portal Pop. Este foi um trabalho freelancer que fiz até a metade do ano passado e foi ótimo. Escrevia diariamente para os blogs “Nerd e Geek” e “Cinema”. Nesse mês de junho, o Girls of War completa 6 anos de existência e tenho muito orgulho de fazer parte dele há 4 anos. Até hoje sou muito grata a Bruna Torres, a Carla Rodrigues e a Clarice dos Santos (estas duas últimas não estão mais no blog) por terem me aceito no time. Estar no GoW foi um divisor de águas, profissionalmente falando, para mim.

No início do blog tínhamos uma fixação insana de publicar todos os dias. Até que conseguíamos manter, mais ou menos, essa meta por um tempo. Só que, com o passar dos anos, fomos amadurecendo mais, tendo várias outras responsabilidades e estava difícil manter assim. E também ninguém tinha muito saco para ficar escrevendo sobre “lancheirinhas escolares com temas de games”, por exemplo, rs.

O que quero dizer é que optamos por um conteúdo bem mais exclusivo. Você não vai encontrar no GoW notícias muito atuais, mas vai certamente encontrar muita coisa com a nossa cara, nossa opinião, além de entrevistas bem interessantes e outras coisas malucas que gravamos. Sendo assim, escrevemos quando sentimos que temos algo muito maneiro para compartilhar. A parte mais “bobinha” nós postamos em nossa fanpage no Facebook (até porque é mais rápido e dá para fazer do trabalho). 

5 – RG: Ainda falando do Girls of War, como ocorreu sua entrada no site?

R.: Na época em que eu estava procurando algum lugar para publicar os meus textos (eu até pensei em fazer um blog sozinha, mas publicar em algum que já existia iria adiantar as coisas), vi uma comunidade no Orkut (!!!) chamada “Jornalista de Games”.

Comecei a seguir a comunidade e, como sou muito fuxiqueira, passei um bom tempo olhando as conversas no fórum de lá até me deparar com o tópico “quem escreve e para onde” (ou algo do tipo). Aí respondi lá dizendo que estava começando e que já tinha publicado algo na EGM. A Bruna Torres viu e me chamou para escrever no blog. Foi assim. =)

6 – RG:  E o GowCast previsão de mais episódios vindo por aí? A respeito da mídia podcast, o que acha desta para quem gosta de games?

R.: O GoWCast é praticamente uma lenda urbana no blog. Apesar de cada uma de nós ter o costume de vez ou outra participar como convidada do podcast de outros blogs, o nosso mesmo gravamos uma vez por ano… Isso mesmo, e não temos orgulho nenhum em dizer isso. Gravamos vários “minicasts”, mas temos um problema de horários terrível e é uma odisséia juntar todas online para gravar, mas quando conseguimos, costuma ser épico – modéstia a parte.

Em relação ao uso de podcasts para games acho super interessante. Mesmo que não haja uma pauta muito bem elaborada, só o fato de haver a possibilidade de um debate sobre determinado assunto já vale a pena. Admito que não sou uma ouvinte assídua de podcasts, mas considero importante.

7 – RG: As mulheres crescem cada vez mais para os jogos sejam como jogadoras ou profissionais, em sua opinião acha que ainda existe algum preconceito por garotas que jogam videogame? E este mesmo aspecto quanto ao mercado profissional de jogos?

R.: Olha, para ser extremamente sincera, não aguento mais responder essa pergunta, mas vamos lá (de novo rs): eu, particularmente, nunca tive esse problema. Inclusive, quando era criança, eu era conhecida como a “menina legal que jogava videogame”, portanto, isso a mim não atingiu.

Se ainda hoje, na altura do campeonato, ainda têm caras com brincadeirinhas do tipo “ao invés de usar um controle você deveria usar um ferro de passar”, sinto muito, mas caras assim só podem sofrer de sérios problemas de auto-afirmação social, ou não conseguem pegar aquela menina gata do colégio ou são uns merdas mesmo, desculpe a indelicadeza das palavras.

Já na indústria, a presença masculina ainda é majoritária, mas há cada vez mais mulheres participando dos processos do desenvolvimento de jogos. O espaço, ainda que pequeno, existe. Basta agora as mulheres, que estejam interessadas na área, se dedicaram bastante e garantir seu lugarzinho ao sol pixelado. 

8 – RG: Com a localização dos jogos no Brasil e lançamento oficial dos consoles, como você vê o atual momento do mercado brasileiro de games?

R.: Acredito que finalmente estão começando a enxergar o mercado brasileiro com um pouco mais de entusiasmo, mesmo com os impostos exorbitantes que usam para taxar qualquer palito de dente que se compra no exterior e ainda o problema da pirataria. Acredito também que o nosso governo poderia pensar, ao menos uma vez, e tentar enxergar o interesse dessa poderosa indústria como uma oportunidade para o país. Nós gamers agradeceríamos e muito.

banner-long9 – RG: Sobre a geração que chegou com o PlayStation 4 e Xbox One, o que você achou destes consoles? Adquiriu algum deles?

R.: Ainda não comprei um console da nova geração, mas está nos meus planos futuros pegar um Playstation 4. Apesar de, hoje em dia, 80% das opiniões dos jogadores, sobre algum game, ser sobre gráficos eu compro um jogo – em primeiro lugar – pela diversão que ele pode me proporcionar. Gráfico lindo é legal? Claro que é! Mas não está na minha top list. Digo isso porque não estou com pressa para ter um novo console, o meu PS3 ainda me diverte muito e todo início de uma nova geração é marcado por vários ports de jogos da geração passada e poucos título novos. Mas o meu foco é ter o PS4 até o lançamento de The Witcher 3 (ou antes disso).

10 – RG: O Wii U não atingiu as metas de vendas estipuladas pela Nintendo, em sua opinião, o que a empresa japonesa poderia fazer para reverter este quadro?

R.: Sei que essa sugestão é meio que um tabu na Nintendo, mas acredito que a empresa deveria começar a reconsiderar a possibilidade de lançar jogos fora do eixo “3DS Wii U”. A Nintendo só produz para suas próprias plataformas e, se a plataforma não vai bem, seus jogos não rendem o esperado. Com isso, acredito que se a Big N começasse a, quem sabe, investir na área de mobile poderia ajudar. Fora isso, acho que tornando um Wii U mais competitivo também seria um canal. Agora como? Bom, se eu soubesse como fazer o Wii U vender mais eu já estaria rica! rs. 

11 – RG: O Steam e a Origin popularizaram ainda mais o mercado de PCs, você acha que algum dia este mercado poderia sobrepujar de alguma forma o mercado de consoles de mesa?

R.: Olha, não posso bater o pé e dizer “não, isso é impossível”, mas seria uma batalha interessante de se ver. Potencial técnico para isso acredito que os jogos para PC tenha, o problema seria driblar a barreira tecnológica dos PCs que os usuários têm em casa. O console é um só para todos, então, seria mais “fácil” produzir para algo de um formato fechado. Mas isso tudo é especulação minha. Não tenho como afirmar nada a respeito agora.

12 – RG: Quanto aos indies aqui no Brasil, como vê o mercado atualmente?

R.: Estamos crescendo e, felizmente, começando a se organizar melhor. Já é possível ver jogos brasileiros sendo lançados no Steam, ganhando destaque na mídia (nacional e internacional), conseguindo publishers e representando o país em feiras internacionais. Isso é um ponto muito positivo. Não vejo o Brasil, em curto prazo, produzindo um game AAA, mas estamos conseguindo nos desenvolver bem no mercado mobile, casual e até um pouco mais hardcore.

13 – RG: Sobre a E3, qual é a sua expectativa para o evento?

R.: Acredito que este será o momento em Sony e Microsoft irão realmente mostrar as garras e disputar no tapa o consumidor. O lançamento de seus novos consoles foi no ano passado, mas de lá para cá, só se ouviu falar de ports e alguns poucos jogos exclusivos. Espero que, para esta E3, mais jogos sejam anunciados e não fique só naquela conversa de quantos canais de TV seu videogame pode pegar. Ah, e sobre a Nintendo… Bom, agora é o momento da empresa jogar todas as cartas para tentar dar a volta por cima, porque o WiiU bem… enfim…

vivi-werneck-314 – RG: Agora sobre a BGS, o que você achou das novidades do último evento? E o que espera para este ano?

R.: Faço a cobertura da BGS desde o início da feira, quando ainda se chama Rio Game Show. O evento cresceu muito, até mais do que as pessoas pensavam. No ano passado fiquei particularmente animada com o gameplay que pude assistir de The Witcher 3 (sim, sou fã da franquia rs), os novos consoles e o bate-papo que tive com alguns indies presentes. Para este ano espero conseguir ter tempo para jogar alguma coisa, espero também conseguir mais entrevistas legais para o blog, que a fila da comida não dê volta no mundo e por aí vai.

15 – RG: Você como jogadora tem alguma franquia e estilo de jogo preferido?

R.: Amo RPG, jogos de plataforma e jogos de ação (mas com uma pegada mais de aventura). De franquias preferidas? Dragon Age, The Elder Scrolls, Assassin’s Creed, Mass Effect, Fallout, Neverwinter Nights e por aí vai…

16 – RG: Uma pergunta off-topic, quais sons e bandas você mais curte?

R.: Adoro jazz, blues, soul, pop, rock e heavy metal. Sou bem eclética, mas admito que não curto nenhum tipo de manifestação musical brasileira. No mais, depende muito do humor. Tem dia que acordo querendo ouvir Joss Stone e Aretha Franklin, mas tem dia que acordo querendo ouvir Iron Maiden e Slayer.

17 – RG: Deixe um recado para os leitores aqui do ReportGamer!

R.: “Live long and prosper!”

Então galera caso tenham gostado da entrevista não esqueçam de comentar aí embaixo. Para contato com a Vivi é fácil, pode ser através do seu twitter pelo @ViviWerneck e claro não esqueçam de prestigiar o trabalho não só dela como das outras meninas no Girls of War.

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Um gamer clássico que adora postar notícias e comentar com seu mundinho gamístico com todos!!!



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